Universo paralelo #25: Deadpool

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Filme: Deadpool
Direção: Tim Miller
Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick
Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, T. J. Miller, Ed Skrein, Brianna Hildebrand.
IMDb: 8.7/10
Rotten Tomatoes: 84%

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Depois de uma aparição decepcionante em X-Men Origins: Wolverine e muitas idas e vindas, Deadpool chegou aos cinemas com altas expectativas, e felizmente, entregou o que prometia no extenso material de divulgação. Com Ryan Reynolds com um ótimo timing cômico e uma retratação fiel ao personagem dos quadrinhos, Deadpool se revela um filme ousado, em que tudo vira piada, até mesmo o orçamento limitado da produção e o fracasso do filme Lanterna Verde (em que Ryan Reynolds é o protagonista). Mesmo com seus tropeços, a inovação que o filme traz ao gênero superexplorado dos super-heróis é o grande destaque da produção.

Foi uma responsabilidade tamanha produzir um filme como Deadpool, e assim como o anti-herói desbocado, é claro que a produção gerou muita polêmica, e levou onze anos para sair do papel. Tanto o script original quanto uma cena teste foram ignorados pela FOX, e só depois que estes “vazaram” na internet (foi sem querer querendo) e os fãs do mercenário tagarela foram ao delírio é que a FOX resolveu investir no filme (uma quantidade limitada, não se engane). Com a repercussão positiva do público, a produtora investiu uma bolada no marketing do filme (bem criativo, diga-se de passagem), até mesmo para recompensar as perdas já esperadas em relação à classificação etária. No Brasil, o filme recebeu a classificação 16 anos, enquanto nos Estados Unidos, tem a classificação R (17 anos). Deadpool não tem medo de fazer um humor sem limites, com bastante violência e piadas de teor sexual, bem ao estilo do herói que não tem nada de convencional, e segundo ele próprio, não chega nem a ser um herói.

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O elenco tem uma química bem acertada, as piadas têm o timing certo e o filme consegue ser engraçado de um jeito natural (com o humor típico de Deadpool, claro). Ryan Reynolds finalmente desencantou e mostra que é o cara certo para o papel e os personagens secundários cumprem seu papel com competência e acompanham o bom ritmo do filme, que não vai mais fundo no desenvolvimento pelo fato de essa ser uma história de origem. Além disso, Deadpool está bastante ligado ao núcleo dos X-Men, então além de dois integrantes do grupo o filme tem várias referências à outra franquia cujos direitos também pertencem à FOX.

Se pelo lado do anti-herói as coisas fluem bem, o mesmo não se pode dizer do vilão Ajax/Francis. Em uma mistura de mutante/chefe do crime, ele não se destaca e espera-se que na sequência já confirmada, Deadpool possa encontrar alguém à altura. O enredo segue o mesmo caminho e não foge do clichê do herói salvando a moça em perigo, tudo de um jeito despretensioso em sem tentar fazer disso algo maior do que é. A simplicidade da história é recompensada pela abordagem diferente que o filme traz, com uma narrativa não-linear, ironia ao extremo e a quebra da quarta parede, que rende algumas das interações mais interessantes do filme. Com esse recurso, em que o personagem se mostra ciente do público e interage com o espectador, Deadpool consegue entreter o público explorando essa característica que vem dos quadrinhos e que foi levada para as telas com muita eficiência (tem até referências à Curtindo a Vida Adoidado, que se utiliza da mesma ferramenta).

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Sincero nas suas intenções e fiel à sua representação nos quadrinhos, Deadpool é um filme que não tem medo de fazer graça de tudo, sem regras e sem se levar a sério. Divertido e diferente, entretém com competência e sem perder o ritmo. Vindo de um anti-herói que não está nem aí, por assim dizer, não poderia ter sido mais adequado. E não é que deu certo?

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assinatura karen caires

Comentários

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Um Comentário

  1. Gostei do Deadpool, aliás acho que foi o único filme de “super herói” que gostei. Bjs!

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