Sétima arte #26: Divertida Mente

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Título original: Inside Out
Ano de lançamento: 2015
Direção de Pete Docter e Ronaldo Del Carmen
Elenco: Amy Poehler, Mindy Kaling, Bill Hader, Lewis Black, Phyllis Smith, Richard Kind, Diane Lane e Kyle MacLachlan.
Gênero: Animação; Comédia; Drama.
Duração: 94 min.

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Sinopse: Quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal Minnesota, Riley, uma garotinha de 11 anos, começa a passar por grandes mudanças. E as mudanças vêm de dentro do seu cérebro, que é comandado pela Alegria, a Tristeza, o Medo, a Raiva e a Nojinho. Porém, quando uma confusão na sala de comando expele a Alegria e a Tristeza, as duas precisam fazer o caminho de volta antes de tudo seja tarde demais.

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Trailer legendado de Divertida Mente:

 

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            Divertida Mente é dirigida por Pete Docter, que talvez não diga nada para você a princípio, mas talvez te diga uma coisa: ele também dirigiu aquele filme que faz todo mundo chorar em posição fetal: Up – Altas Aventuras. Com isso em mente, prepare-se para se emocionar com Divertida Mente, animação que representa o melhor estilo de Pete Docter.

            Todos nós temos emoções diversas durante, por exemplo, um único dia. Podemos vivenciar a tristeza e a alegria em um piscar de olhos. E tudo bem que aconteça essa mudança de humor. Mas… E se esses sentimentos fossem personificados? Bem, é o que acontece nessa divertida e emocionante (até um filme pode te despertar todos esses sentimentos durante umas duas horas, tá vendo?) animação da Pixar. Acompanhamos a história de Riley, uma garotinha de 11 anos, que vive com seus pais em Minnesota. Durante todo esse tempo, Riley viveu diversas experiências, principalmente as que envolviam o hóquei, seu esporte favorito. Entretanto, uma reviravolta acontece quando seus pais decidem se mudar da cidade natal, e Riley tem que enfrentar a difícil mudança e adaptação a um novo lugar. Tudo isso acompanhado de perto, e com o comando, de cinco sentimentos: a Alegria, a Tristeza, o Medo, a Nojinho e a Raiva.

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            Comandados pela Alegria, esses cinco sentimentos ficam na central de comando do cérebro de Riley, armazenando as mais importantes memórias da garota. Visualmente é uma animação deslumbrante: enquanto imagens saltam aos nossos olhos, a Alegria explica como funcionam todas as partes do cérebro de Riley, numa explosão de cores. A princípio pode parecer um pouco maçante a explicação do funcionamento, mas é necessário para o andamento futuro da narrativa. Enquanto Riley busca a adaptação, a narrativa sofre uma complicação: a Alegria e a Tristeza, em uma grande confusão na central de comando, são postas para fora da central e acabam se perdendo.

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            Inicialmente, a diferença entre todos os sentimentos é muito acentuada, logicamente. Porém, quando a Alegria e a Tristeza se perdem, é nesse ponto que a narrativa encontra seu ponto de interseção. No fundo, Divertida Mente mostra que não há antagonismo. É um filme que prima a busca de algo que foi perdido há muito tempo. Sem distinções.

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            A animação trabalha em um incansável expirar e inspirar; de dentro para fora; de fora para dentro. Todos os caminhos – de sentimentos e pessoas – se cruzando. Até nas cores pode-se buscar explicações: o cabelo azul da Alegria foi proposital. Em uma revista, eu li que ela projetada para ter esse cabelo, pois nos Estados Unidos quando você se sente para baixo, você diz que está se sentindo meio “Blue”. Então, se até a Alegria na sua forma mais pura pode se sentir meio “Blue”, quem somos nós para sermos alegres o tempo inteiro?  

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            Apesar de ser uma animação, Divertida Mente trouxe à tona um problema antigo entre público e animação: nem toda animação é feita para criança. Presenciei isso ao vivo quando, na minha sala, a única criança chorando era eu. As outras só queriam ir ao banheiro, porque o filme era “bem chato”. Não que crianças não possam assistir, mas as mais novas não vão entender a complexidade que esse filme traz. Outro ponto fraco, que não é nem culpa do filme, é a dublagem. Parte do meu choro foi ter que escutar por algumas horas as vozes do combo Mia Mello, Otaviano Costa, Leo Jaime e, para completar, o Sidney Magal. Pode ser uma implicância pessoal, mas realmente foi doloroso. Então, eu recomendaria passar longe dessa dublagem. Pode causar um pouco de raiva.

            Vencedor do prêmio Annie de melhor animação (o Oscar da animação), Divertida Mente é o favorito para a noite do Oscar, e vem com cinco indicações, incluindo melhor animação e melhor roteiro original (só vai perder para o Spotlight, mas, realmente, é um roteiro bem original). Então, dito tudo isso sobre Divertida Mente, eu espero que o filme desperte todas as emoções em você, mas, principalmente, a Alegria com letra maiúscula!

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assinatura maria

 

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