Sétima arte #23: Brooklyn

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Título Original: Brooklyn
Ano de Lançamento: 2015
Direção de: John Crowley
Roteiro de: Nick Hornby
Elenco: Saoirse Ronan, Emory Cohen, Domhnall Gleeson, Jim Broadbent, Julie Walters.
Gênero: Drama; Romance
Duração: 112 minutos

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Sinopse: Nos anos 50, motivada por um sonho, a jovem Ellis Lancey muda-se da sua terra natal, a Irlanda, com a ajuda de sua irmã, para os Estados Unidos. No início, a transição é extremamente dolorosa, mas quando ela consegue, finalmente, superar essa distância de casa, uma notícia cruciante a chama de volta para a Irlanda.

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            Como diria uma música do The Sounds, o lar é onde seu coração está. Casa é casa, nós sempre iremos pertencer ao lugar de que viemos. Carregaremos algo dentro de nós, do nosso jeito de andar, de falar, de agir, etc. Brooklyn, simples na sua premissa, fala sobre uma garota moderna para a época que atravessa a solidão e a tristeza de deixar a sua terra natal para correr atrás de um sonho, além de deixar um questionamento flutuando ao nosso redor: qual o lugar a que nós pertencemos?

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            O filme conta a história de Ellis Lancey (interpretada pela maravilhosa Saoirse Ronan) que parte para os Estados Unidos com um sonho de tornar a sua vida melhor. Com a ajuda de sua irmã, Ellis segue – com muito temor – para esse novo mundo. Deixando para trás mãe doente, irmã e amigos, Ellis sente-se solitária nesse novo mundo, que é tão diferente do seu. As pessoas parecem mais duras. O mundo parece mais duro. E logo, a América torna-se o seu paraíso artificial. Brooklyn tenta fazer algo diferente, contando a história – diferente de outras histórias já contadas no cinema – de uma forma mais vivaz (as cores dos vestidos, as cores das lojas, das ruas, etc.) e romântica, mostrando a transição de uma imigrante irlandesa para os Estados Unidos, como era tão comum.  

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            É a busca do sonho americano tão vivido nos anos 50. Ellis nos leva a uma passagem da inocência à maturidade, que podemos ver nascer de forma natural na personagem – diferente de alguns personagens que vimos neste ano, como Joy, interpretada pela Jennifer Lawrence. Como disse no começo do texto, o lar é onde seu coração está. Ellis, quando está nos Estados Unidos, começa a estudar contabilidade – é uma das primeiras mulheres a se emancipar –, encontra o amor em um jovem italiano muito diferente dela e conhece novos amigos. É a partir desses novos prazeres que seu coração vai se preenchendo e logo a dor inicial da partida vai se esvaindo. O filme muda de tom quando uma notícia chega aos seus ouvidos e ela tem que lidar com o grande questionamento: ela deve ficar nos Estados Unidos onde tem tudo ou voltar para casa, já que, de fato, é o seu lar?

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            Brooklyn foi indicado a três prêmios no Oscar: melhor filme, melhor atriz e melhor roteiro adaptado. O filme torna-se grande pela atuação de Saoirse Ronan, que tem um dos olhares mais verborrágicos do cinema atual. A história por parecer tão simples, poderia ter perdido a força durante os festivais, mas é um filme que oferece algo a mais do que ser apenas uma história romântica água com açúcar; “esquecível”, como dizem algumas críticas por aí. Por isso, não nos enganemos: Brooklyn trata da emancipação da mulher em uma época “quadrada”, de imigração e de um sentimento de pertencimento, que, no fundo, todos nós temos.

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Assista ao trailer

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assinatura maria

Comentários

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Um Comentário

  1. Estou ansiosíssima pra ver esse filme, mas o tempo que nos persegue kkk
    Gostei muito do post, foi bem profundo com relação ao conteúdo do filme 🙂
    http://gordicesliterarias.blogspot.com.br/

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