Universo Paralelo #20: Resenha Inferno

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Livro: Inferno
Autor: Dan Brown
Lançamento: 2013
Editora: Arqueiro
Páginas: 448
Skoob: 4.3

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Sinopse

No meio da noite, o renomado simbologista Robert Langdon acorda de um pesadelo, num hospital. Desorientado e com um ferimento à bala na cabeça, ele não tem a menor ideia de como foi parar ali. Ao olhar pela janela e reconhecer a silhueta do Palazzo Vecchio, em Florença, Langdon tem um choque. Ele nem se lembra de ter deixado os Estados Unidos. Na verdade, não tem nenhuma recordação das últimas 36 horas. Quando um novo atentado contra a sua vida acontece dentro do hospital, Langdon se vê obrigado a fugir e, para isso, conta apenas com a ajuda da jovem médica Sienna Brooks. De posse de um macabro objeto que Sienna encontrou no paletó de Langdon, os dois têm que seguir uma série inquietante de códigos criada por uma mente brilhante, obcecada tanto pelo fim do mundo quanto por uma das maiores obras-primas literárias de todos os tempos: A Divina Comédia, de Dante Alighieri. Mais uma vez superando as expectativas, Dan Brown nos leva por uma viagem pela cultura, pela arte e pela literatura italianas – passando por lugares como a Galleria degli Uffizi, o Duomo de Florença e a Basílica de São Marcos. Inferno é uma leitura eletrizante e um convite a pensarmos no papel da ciência para o futuro da humanidade.

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Dan Brown, sem dúvidas, é um escritor polêmico, seja por seu estilo de escrita ou a temática abordada. Não discordo do fato de seus livros serem bastante comerciais, e ele tem uma fórmula pronta principalmente quando se trata de Robert Langdon. Sim, Inferno tem mortes suspeitas, perseguição por uma cidade icônica, muitos fatos históricos, e uma personagem feminina misteriosa que acompanha Langdon em sua jornada. No entanto, assim com seus outros livros, é de uma descrição absurdamente realista, uma trama envolvente e um assunto polêmico, que cumpre com competência seu papel de entreter o leitor.

Dan Brown consegue, de uma forma bem única, situar o leitor no ambiente em que a história acontece. Em Inferno, a maior parte da história se passa em Florença, e as sequências finais incluem Veneza e Istambul. Apesar das descrições terem sido ainda mais detalhadas, acredito que foi uma boa escolha, pois as três cidades parecem fascinantes, e é possível imaginar esses lugares durante a leitura pela fidelidade das descrições. Os fatos históricos, pinturas, esculturas e construções também estão presentes em toda a narrativa, o que é bastante enriquecedor para aqueles que apreciam. A obra que dá nome ao livro, Inferno, também me surpreendeu pela tamanha influência que exerceu e exerce na nossa sociedade. Minha dica é pesquisar as obras e locais citados, são realmente fascinantes.

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Portões do Paraíso, feitos por Lorenzo Ghibert

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Basílica de Santa Sofia, em Istambul

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Salão dos Quinhentos, no Palazzo Vecchio, em Florença

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O livro começa com Robert Langdon em um hospital em Florença, na Itália, após levar um tiro na cabeça e sem lembranças dos últimos dois dias. Além disso, está sendo perseguido por alguém que quer matá-lo e para fugir conta com a ajuda da médica Sienna Brooks. Os trechos iniciais são basicamente cenas de perseguição, flashbacks mistos sobre o “vilão” e outros personagens envolvidos e alucinações de Langdon (que fazem sentido, você verá), que deixam a narrativa um pouco perdida em meio a tantos fatos, o que é um dos pontos negativos do livro. Em certo ponto, pensei que o final estava bem previsível. Felizmente, eu estava muito enganada. Muito enganada mesmo.

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As sequências finais do livro são muito surpreendentes, e mudam completamente a visão sobre os personagens e o tema abordado: a superpopulação mundial e suas consequências para a sobrevivência da nossa espécie, e o papel da engenharia genética nesse cenário. A sequência de fatos é chocante e surpreendente, o final genial. Certamente você refletirá sobre o tema depois de ler, já que o livro inclui estatísticas e argumentações sobre o assunto, que verdadeiras ou não, são no mínimo polêmicas. Aliada a isso, está a obra de Dante Alighieri, e a relação dos horrores do Inferno proposto por ele e o destino da humanidade.

Polêmica, destinos turísticos e mais uma jornada contra o tempo de Robert Langdon, de forma bem articulada em um final surpreendente. Com sua premissa “em time que está ganhando não se mexe”, Brown consegue entregar uma história envolvente apesar de não inovar seu estilo.

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assinatura karen caires

Comentários

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3 Comments

  1. Adorei a resenha. Acompanhando seu blog <3 Se puder dar uma olhadinha no meu, eu ficaria muito feliz o/

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