[Resenha] O Grito Vermelho: A Sinfonia da Morte – Bruno Godoi (6/10)

Título: O Grito Vermelho: A Sinfonia da Morte
Autor: Bruno Godoi
Editora: Novo Século
Ano da edição: 2013
Número de páginas: 320
ISBN: 9788576799238

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sinopse grito

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Ler O Grito Vermelho: A Sinfonia da Morte foi uma experiência e tanto agora nesse início de 2015. Fazia tempo que eu não ficava tão curiosa para saber o fim de uma história.

Para quem não conhece a obra, O Grito Vermelho é uma trilogia policial repleta de suspense, investigação e de acontecimentos sobrenaturais. O volume 1, A Sinfonia da Morte, foi lançado em 2013 e não vejo a hora de ler os volumes 2 e 3 intitulados de Apocalipse mental e Amém, respectivamente.

A história inicia em um prólogo 30 anos antes dos acontecimentos principais. Então, estamos na França, 1930. Um vulto, três meninas, uma catedral e o sino que ensurdece a todos. O clima de medo já é instaurado nas primeiras páginas da obra. Não sabemos quem é o vulto, não sabemos porque ele está ali. Apenas o frio e o medo nos é revelado através dessas poucas linhas do prólogo.

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Viramos a página e estamos ainda na França, mas em 1960. Louis Simon é um policial parisiense que é enviado, juntamente com a sua equipe, à cidade de Su-yana ao norte da Mongólia, para investigar a morte brutal de doze pessoas, dentre elas, um policial francês. Os corpos dos mortos possuíam uma particularidade nunca vista antes por Simon: seus crânios estavam estourados de dentro para fora. Conforme as horas passam, a equipe começa a ter dificuldades para esclarecer o crime e acaba retornando à França. Ao retornar, Simon conhece Antoni Kazarras, um padre exorcista a serviço do Vaticanos que o auxiliará na investigação. A equipe deverá dividir-se e viajar a outros lugares a fim de colher mais pistas para desvendar o crime. Além dos diversos lugares pelos quais os personagens se deslocam, diversos personagens vão surgindo na narrativa, revelando uma complicada rede de acontecimentos como um quebra-cabeça difícil de solucionar.

O que considerei mais interessante na obra é a forma de narrar. A narrativa não-linear proposta por Bruno Godoi dá um ritmo muito bom à história e nos deixa mais curiosos a cada página. Poderíamos analisar a narrativa a partir dos núcleos formados em cada lugar retratado. Temos Louis Simon e sua equipe na Mongólia, após o retorno eles se dividem em três núcleos: Louis Simon e mais dois agentes vão ao Brasil; dois outros agentes retornam à Mongólia e o restante da equipe trabalha na França. Outro núcleo interessante é formado por personagens que estão no Brasil, em Rio Vermelho, dentre eles, Carrano, amigo de Kazarras que também está investigando crimes que podem estar relacionados ao crime de Su-yana.

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Cada capítulo da obra inicia com o nome do local, a data e a hora, então, essa é a forma que conseguimos organizar a história cronologicamente. Confesso que, de início, isso estava me confundindo um pouco, no entanto, após o estranhamento, fui me apropriando dos personagens e “costurando” a narrativa. Aliás, acho muito mais interessante quando o próprio autor deixa essas lacunas para o leitor preencher, torna o romance mais rico e a experiência de leitura mais gratificante.

Resolvi acrescentar a esta resenha as ilustrações criadas por Vinícius César. Considero verdadeiras obras de arte, revelando miséria e angústia humanas.

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Ciclo de pedras

Ciclo de pedras

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Cristo caído

Cristo caído

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Veja outras ilustrações da obra no site: http://ogritovermelho.com/

A leitura de O Grito Vermelho: A Sinfonia da Morte faz parte do Book Tour organizado pelo blog Um Simples Prazer, da querida Suellen Moreira e, como coincidiu com as férias, aproveitei para acrescentá-lo nas minhas leituras do Mãe, Tô de Férias – O Desafio.

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assinatura ana karina

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Comentários

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Um Comentário

  1. Adoreei a resenha!!! Ana, também estou muito ansiosa para a continuação da história. O livro terminal logo em uma parte que pra mim estava começando a ficar muito massa. Outra coisa, adorei as ilustrações.

    http://umsimplesprazer.blogspot.com.br/

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