[Resenha] Insurgente – Veronica Roth (1/10)

Título: Insurgente
Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco Jovens Leitores
Ano da edição: 2013
Número de páginas: 512
ISBN: 978857980155-6

.

insurgente1

Então, iniciei o ano de 2015 com a leitura de Insurgente. Primeiro porque estou participando de duas maratonas de férias e segundo porque nesse ano estreia o segundo filme da série, baseado nesse livro e eu NÃO CONSIGO ir ao cinema antes de ler o livro. Essa leitura faz parte do Mãe, Tô de Férias – O Desafio e é a primeira leitura (o livro de 400 páginas – 500, na verdade, estou com um bônus de 100 páginas! 😛 )

Insurgente é o segundo livro da série Divergente, escrito por Veronica Roth. Nós já falamos de Divergente aqui e sobre o filme aqui, mas não havíamos falado especificamente dessa segunda obra. A história começa exatamente após os eventos de Divergente: as facções estão desmoronando, a Erudição está tentando comandar o sistema de facções e “caçando” os divergentes.

Tris, Quatro, Caleb, Peter e Marcus viajam até a base da facção Amizade pois esta emitiu uma declaração informando que todas as facções poderiam buscar refúgio lá. Alguns membros da Abnegação já se encontravam refugiados na Amizade, então, o grupo acaba reencontrando diversos conhecidos e ficam sabendo alguns detalhes sobre a guerra que se aproxima. Tris não simpatiza com Marcus, já que sabe de toda a situação familiar da infância de Quatro, e segue-o a fim de descobrir alguma possível informação que ele pudesse estar escondendo. Ouve, então, uma conversa de Marcus com a porta-voz da Amizade, Johanna Reys, que os líderes da Abnegação morreram para proteger um segredo. Os soldados da Erudição chegam à Amizade para deter a Abnegação e Tris, Quatro, Caleb e Susan escapam através de um trem da Audácia.

No trem, eles se deparam com um grupo de pessoas armadas e percebem que são os “sem facção, entre eles, Edward (aquele ex-iniciando da Audácia que foi ferido no olho pelo Peter no primeiro livro) que os escolta até um lugar seguro. Tris surpreende-se ao perceber que os sem facção vivem de forma relativamente organizada, como uma verdadeira facção. Quem lidera os sem facção é Evelyn, mãe de Quatro, que, até então, acreditava-se que estava morta. Evelyn quer unir-se à Audácia (aos não traidores, obviamente) para invadir e derrubar a Erudição.

A partir daí o ritmo é acelerado: Tris e Quatro vão até à Franqueza, são capturados, são submetidos a um julgamento sob o soro da verdade, ocorrem algumas revelações que eu não vou falar (hahaha…), enfim, são muuuuitos acontecimentos!

Achei o enredo realmente muito bom. Gosto de livros que possuem essa leitura fluida e ágil. E confesso que sou bastante fã de narrativas de aventura e distopias… foi perfeito para o meu início de ano e abertura de maratona de férias.

O que me incomodou bastante foi a Tris. Aliás, ela me irritou em diversos momentos, deu vontade até de dar uns tapas nela (sou assim revoltada, gente)! Explico: admirei muito a personagem no primeiro livro porque ela teve coragem para sair da Abnegação, foi para um lugar completamente desconhecido com pessoas bastante competitivas e, apesar daquela aparente fraqueza física, ela lutou bastante para conseguir permanecer na facção escolhida. Tris tornou-se uma pessoa fortalecida, mesmo com apenas 16 anos. Bom, sinto que isso se perdeu um pouco no segundo livro. Tudo bem, ocorreu toda aquela tragédia familiar, mas acho que os pesadelos de Tris consumiram-na muito e ela agiu muito sem pensar nas consequências em diversos momentos. Foi muito irresponsável, teimosa e diria que até implicante… Como uma criança birrenta, sabe? Isso me incomodou em muitos trechos do livro, mas não abandonei a leitura por questão de princípios (e também porque já comprei Convergente e não vou ficar sem o ler).

Acho que o personagem revelação do livro foi o Caleb. Poderia também chamar de “personagem que me deixou chocada”. Até eu havia pensado que a presença dele na história estava meio “apagadinha”, cheguei a me questionar porque escolheram um ator com tanta expressividade no filme pois achava que o personagem não era importante… Eu me enganei! E estou muito curiosa para ler Convergente.

Insurgente é um bom livro, não deixem de ler! Ah, e o filme estreia em março deste ano, hein?

.

.

assinatura ana karina

Comentários

Adicionar a favoritos link permanente.

Comente! Sua opinião é muito importante para nós.